Rio de Contas
A Jóia Antiga da Chapada Diamantina

Rio de Contas é considerada um dos três mais importantes conjuntos arquitetônicos coloniais da Bahia, tombada pela Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a cidade está maravilhosamente  situada a 1.200 metros de altitude onde oferece o autêntico turismo ecológico, rodeada de atrativos naturais e culturais.
Além dos lindos casarios da época do ouro você pode curtir Rio de Contas a pé num clima agradável de montanha.

Uma das principais cidades históricas da Bahia, com 287 prédios tombados pelo patrimônio histórico nacional e muito bem conservados, Rio de Contas é das mais antigas jóias da Chapada Diamantina, fato curioso é que Rio de Contas foi a primeira cidade planejada do Brasil, dotada de grande beleza e um acervo valioso. 

É aqui que estão os atrativos como o pico das Almas, um dos pontos mais altos da Bahia, a cachoeira do Fraga, a ponte do Coronel, a Estrada Real e o povoado de Mato Grosso, com suas flores e hortaliças.

As ruas de Rio de Contas são largas, floridas e planas, ladeadas por casas centenárias de belas fachadas que formam um belíssimo conjunto arquitetônico colonial. Destacam-se os prédios do Paço Municipal, a antiga Casa de Câmara e Cadeia - onde funciona atualmente o Fórum e algumas secretarias como a do Turismo - as igrejas de N.S. Santana e do Santíssimo Sacramento, a antiga Casa de Fundição, o teatro São Carlos, construído em 1892 (único da chapada) e o Arquivo Público - onde nasceu o Barão de Macaúbas e onde também estão guardados valiosos documentos que fazem parte da história da Bahia - visitas indispensáveis para quem deseja conhecer o corpo e a alma da cidade.

Um Pouco mais da História


Rio de Contas foi criada por Provisão Real em 1745, "Minas do Rio de Contas" foi a primeira cidade planejada do Brasil. O município preserva o traçado antigo, apresentando praças e ruas amplas, igrejas barrocas, monumentos públicos e religiosos em pedra e o casario em adobe.

Escravos alforriados que se instalaram na margem direita do rio de Contas Pequeno, atual rio Brumado, foram os primeiros habitantes da região de Minas do Rio de Contas. Em pouco tempo, formou-se o povoado denominado "Pouso dos Crioulos" (localizado ao sul da Chapada Diamantina e dentro do Polígono das Secas). No início do século XVIII, com a chegada de bandeirantes interessados em novas regiões de exploração do ouro, um novo arraial (hoje chamado de Mato Grosso) foi fundado, atraindo mais pessoas para a região. Também nessa época chegaram os padres jesuítas.

Em 1746, o Pouso dos Crioulos passou a chamar-se Vila Nova de Nossa Senhora do Livramento das Minas do Rio de Contas, nome herdado da transferência de uma vila vizinha que, devido a constantes enchentes, sofria de uma epidemia da "febre de mau caráter".

Na segunda década do século XVIII, o bandeirante Sebastião Pinheiro Raposo descobriu ouro no local, iniciando um ciclo que marcou a história da região, fazendo com que o povoado prosperasse rapidamente. Rico em ouro de aluvião, o município viveu na segunda metade do século XVIII uma época de grande prosperidade econômica. As tradicionais famílias importavam da Europa peças de uso pessoal e de decoração e, numa celebração à abundância, pó de ouro era lançado nos Imperadores e Rainhas durante as procissões da festa do Divino Espírito Santo. Também são desta época os casarões em estilo colonial, hoje tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Em 1745, deu-se a transferência de uma antiga vila (a de Nossa Senhora do Livramento de Minas do Rio de Contas) para o novo sítio, surgindo então a Vila Nova de Nossa Senhora do Livramento de Minas do Rio de Contas. Toda esta prosperidade decaiu já por volta de 1800 com a escassez do ouro, e agravou-se com a descoberta de diamantes na Chapada Diamantina quatro décadas depois. Grande parte da população de Minas do Rio de Contas que havia fundado a cidade transferiu-se para Mucugê em busca de novas riquezas. A vila foi elevada a cidade em 1885.

É um atual polo ecoturístico da Bahia. Foi cenário do filme Abril Despedaçado do diretor Walter Salles.

 

Fonte* Governo do Estado da Bahia e Wikipedia